JESUS DE NAZARÉ

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

ALGUNS NÚMEROS PARA PENSAR...



Se fosse possível reduzir a população do mundo inteiro a uma vila de 100 pessoas, mantendo a proporção do povo existente agora no mundo, tal vila seria composta de:

57 Asiáticos;
21 Europeus;
14 Americanos (Norte, Centro e Sul);
8 Africanos;
52 seriam mulheres;
48 homens;
70 não brancos;
30 brancos;
70 não cristãos;
30 seriam cristãos;
89 seriam heterossexuais;
11 seriam homossexuais;
6 pessoas possuiriam 59% da riqueza do mundo inteiro (e todos os 6 seriam dos EUA);
80 viveriam em casas inabitáveis;
70 seriam analfabetos;
50 sofreriam de desnutrição;
1 estaria para morrer;
1 estaria para nascer;
1 teria computador;
1 (sim, apenas 1 teria formação universitária);

Se o mundo for considerado sob esta perspectiva, a necessidade de aceitação, compreensão e educação tornava-se evidente.

Considera ainda:
Se acordaste hoje mais saudável que doente, tens mais sorte que um milhão de pessoas que não verão a próxima semana.
Se nunca experimentaste o perigo de uma batalha, a solidão de uma prisão, a agonia da tortura, a dor da fome, tens mais sorte que 500 milhões de habitantes no mundo.
Se podes ir à Igreja sem o medo de ser bombardeado, preso ou torturado, tens mais sorte que 3 milhões de pessoas no mundo.
Se tens comida no frigorífico, roupa no armário, um tecto sobre sua cabeça, um lugar para dormir, considera-te mais rico que 75% dos habitantes deste mundo.
Se tiveres dinheiro no banco, na carteira ou uns trocos, considera-te entre os 8% das pessoas com a melhor qualidade de vida no mundo.
Se puderes ler este texto, é uma benção, pois não estás entre os 2 milhões de pessoas que não sabem ler.
Vale a pena tentar: Trabalha como se não precisasses do dinheiro. Ama como se ninguém nunca te houvesse feito sofrer. Dança como se ninguém estivesse a olhar.
Canta como se ninguém estivesse ouvindo. Vive como se aqui fosse o paraíso.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

VISITA PASTORAL à Paróquia da Vila Termal de Caldas de São Jorge.


PROGRAMA DA VISITA PASTORAL
  
DIA 31 - TERÇA-FEIRA
15:00h – Vésperas
15:45h – Visitas a doentes, empresas, instituições
19:00h – Encontro com os movimentos paroquiais, autoridades civis, instituições e associações
19:30h – Eucaristia

DIA 1 - QUARTA-FEIRA
14:30h – Continuação das Visitas
19:30h – Eucaristia
20:30h – Encontro com os grupos paroquiais

DIA 2 - QUINTA-FEIRA
10:30h – Visitas a escolas, Empresas, Instituições
14:30h – Continuação das Visitas
19:30h – Eucaristia
20:30h – Encontro com Crismandos e padrinhos

DIA 3 - SEXTA-FEIRA
14:30h – Visitas aos doentes
19:30h – Eucaristia

 

DIA 4 - SÁBADO
15:00h – Encontro com Catequizandos e famílias
16:30h – Eucaristia com celebração da Santa Unção
18:00h – Visita à sede do Agrupamento de Escuteiros e Porto de Honra na Junta de Freguesia.

DIA 5 - DOMINGO
10:00h – Eucaristia. Celebração sacramento do Crisma
               12:30h – Almoço convívio

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

IV DOMINGO (29-01-2012)


Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. (Mc 1,21-28)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A EUTANÁSIA

A Eutanásia: Crime Disfarçado

A palavra “Eutanásia” deriva de duas palavras gregas. O seu significado na Antiguidade era uma morte suave, sem sofrimento. Tem como finalidade evitar aos doentes ou feridos sofrimentos horríveis.
A Eutanásia pode ser Activa (de forma Directa ou Indirecta) e também Passiva.
A eutanásia não é moralmente aceitável, quaisquer que sejam os motivos invocados.
Actualmente o termo Eutanásia tem um sentido diferente: dar a morte por piedade.
 A eutanásia deve entender-se como uma acção, ou uma omissão, cuja intenção é dar a morte para suprimir a dor.
Ninguém deve pedir a eutanásia, autorizá-la, consenti-la ou legalizá-la, pois representa uma violação da lei de Deus e é um crime contra a vida.
De certo, quem pede a eutanásia não é a morte que deseja, mas uma maior ajuda médica e mais calor humano.
A vida é um dom de Deus e a morte é apenas o fim da existência terrena e a passagem para a vida imortal e assim nada deve tentar provocar a morte mais cedo do que de facto deva acontecer.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

12Quando, pois, Jesus ouviu que João fora preso, retirou-se para a Galiléia. 13Deixando a cidade de Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, à margem do lago, nos confins de Zabulon e Neftali, 14para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: 15A terra de Zabulon e de Neftali, região vizinha ao mar, a terra além do Jordão, a Galiléia dos gentios, 16este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz; e surgiu uma aurora para os que jaziam na região sombria da morte (Is 9,1). 17Desde então, Jesus começou a pregar: Fazei penitência, pois o Reino dos céus está próximo. 18Caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 19E disse-lhes: Vinde após mim e vos farei pescadores de homens. 20Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram. 21Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os, 22e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram. 23Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


2ºDOMINGO DO TEMPO COMUM (15-01-2012)


Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?» Eles responderam: «Rabi – que quer dizer ‘Mestre’ – onde moras?» Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» - que quer dizer ‘Cristo’ –; e levou-o a Jesus. Fitando os olhos nele, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» – que quer dizer ‘Pedro’. (Jo 1, 35-42)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SOLENIDADE DA EPIFANIA / REIS MAGOS


“Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente.
«Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O».
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.
Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo profeta: ‘Tu, Belém, terra de Jusá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’».
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela.
Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O».
Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino.
Ao ver a estrela, sentiram grande alegria.
Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho”. (Mt 2, 1-12)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

RECEITA PARA UM FELIZ ANO NOVO

- Toma 12 meses completos.
- Limpa-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.
- Corta cada mês em 29, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhes todos ao mesmo tempo.
- Prepara um dia de cada vez com os seguintes ingredientes: uma parte de fé; uma parte de Paciência; uma parte de coragem; uma parte de trabalho.
- Junta a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.
- Mistura bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.
- Tempera com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de acção, e uma boa medida de humor.
- Coloca tudo num recipiente de amor.
- Cozinha bem, ao fogo de uma alegria radiante.
- Guarnece com um sorriso e serve sem reserva.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO 2012!


DESEJO A TODOS UM ANO NOVO DE 2012
REPLETO DE SURPRESAS BOAS E MUITA FELICIDADE!
QUE TODOS OS VOSSOS PROJETOS E SONHOS SE TORNEM REALIDADE!
TUDO DEPENDE, ESSENCIALMENTE, DE TI!
CORAGEM E NÃO VALE DESISTIR!
UM ABRAÇO AMIGO!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

NOVA REVISTA ONLINE: 'O TEU ESPAÇO'



A Fundação Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) acaba de lançar uma revista online com conteúdos direcionados para crianças e jovens. Em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, aquele organismo explica que esta nova publicação digital, intitulada “O teu espaço”, surge “na continuidade do projeto Educris e da sua plataforma de apoio nas três grandes áreas da educação cristã: Catequese, EMRC e Escolas Católicas”. Todos os dias, esta página irá disponibilizar vídeos, fotos e textos relacionados com temáticas religiosas e juvenis, enquanto que “quinzenalmente” serão adicionadas crónicas, artigos sobre música, criticas a livros e a filmes, cartoons e sugestões de sites. A revista online, que será também preenchida todos os meses com uma nova entrevista, poderá ser enriquecida com o contributo dos visitantes do site.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E A FESTA DE ANOS CONTINUA...

É NATAL! FELIZ NATAL PARA TODOS!

“Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de recensear-se com Maria, sua mulher, que se encontrava grávida. E quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoira, por não haver para eles lugar na hospedaria”
(Lc 2, 4-7)
“Mas ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que se encontravam sob o jugo da lei e para que recebêssemos a adopção de filhos”
(Gl 4,4-5)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011



Um começo divino!
    João começa seu evangelho de uma forma muito diferente da usada pelos outros três evangelistas. Mateus inicia o seu apresentando a genealogia e o nascimento de Jesus. Lucas, por sua vez, mostra de cara o nascimento de João Batista, passando depois ao de Jesus. Marcos parte do batismo de Jesus por João Batista. Os três, portanto, iniciam com a humanidade de Cristo e com a revelação da divina natureza. A ressurreição é um final surpreendente, entretanto pressagiado.
    O evangelho de João, ao contrário, tem início com a natureza divina de Jesus. Ele conta a história da vida e o ministério de Jesus utilizando o benefício de sua compreensão tardia acerca do Cristo, vendo em cada palavra e ação de Jesus a palavra e a ação do próprio Deus. Assim, seu livro começa estabelecendo Jesus como o próprio Deus - ele existiu no princípio da mesma maneira que Deus. De fato, a frase "no princípio" é a mesma usada por Deus, em Gênesis 1. Ele estava com Deus; ele é Deus e é a Luz, a Vida e o Verbo. Sendo assim, seu evangelho conta a história de Jesus desta perspectiva: Deus desceu e viveu entre nós!
   
   Quando João diz que Jesus é o verbo, usa outra analogia extremamente profunda e que o leitor moderno provavelmente não percebe. O verbo (o logos) era uma palavra muito amoldada, usada pelos filósofos gregos. Sócrates e Platão pensavam que o logos tornava possível todo o pensamento e a razão. O estoicismo (uma filosofia muito popular nos dias de Jesus) comparou o logos com a razão cósmica que guiava o universo. João, chamando Jesus de logos, está dizendo que ele é o último ser, o propósito de toda criação e aquele que torna o universo possível.

Não é irônico?
    Como declarado no verso 3, todas as coisas vieram à existência por intermédio de Jesus. Essa Luz - esse último propósito, a meta do Universo - brilhou na escuridão; todavia, a escuridão não a compreendeu. Literalmente, a escuridão não a pôde pegar. Mais adiante, nos versos 9 a 11, a Luz Verdadeira mostra-se no mundo, no mesmo mundo feito por ele; contudo, ninguém a conheceu.
A grande ironia, a tragédia suprema, é disposta no verso 10: o mundo inteiro foi feito por ele e ele estava no mundo; todavia, ainda não o conheciam! Ele veio para os seus - um povo que ele mesmo havia escolhido, cuidadosamente ensinado e moldado durante séculos - e as pessoas não o receberam. A humanidade, tendo-se virado à escuridão, mostrava-se cega à Luz. O mundo tinha aceitado uma mentira, e estava impossibilitado de compreender a Verdade.
    De certa forma, isso faz sentido. A escuridão é abolida pela luz, assim como para as trevas o ato de alcançar a luz seria algo autodestrutivo. As pessoas sentem necessidade de Deus, porque foram criadas para se relacionarem com ele. Somos iguais a um astronauta que, tendo cortado a própria linha de segurança, silenciosamente, distancia-se da nave, vagando cada vez para mais longe dela, numa sentença de morte.
Cristo vestiu um terno espacial e lançou-se fora, atrás de nós, no espaço aberto; porém, com a linha de segurança intacta. Ao se unir a nós em nossa situação, ele tornou-se algo que podemos conhecer, receber/captar. Tendo nos unido a Jesus, somos reconectados a Deus e, assim, somos salvos. João 1.12 diz: "Aos que o receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus" (NVI). No grego, literalmente, para esses que o "pegaram". O apóstolo ainda deixou bem claro: "Aos que creram em seu nome". Como eles puderam o receber? Porque o verbo - que era inatingível, a suprema causa e a última razão, o próprio Deus - tornou-se carne e habitou entre nós. É suficiente "crermos no seu nome" ou acreditarmos e confiarmos que ele era e é o que reivindica ser.

Nós vimos sua glória.
    O verso 14 realmente captura um milagre: "E o verbo fez-se carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito do Pai". O verbo, o logos da filosofia, é o Jesus da história. Ele tornou-se carne e sangue assim como você e eu. Todavia, isso não foi um esvaziamento total da sua natureza, porque eles viram sua glória, seu notável aparecimento e souberam que era o Filho de Deus. O Senhor entrou na história humana como um humano para devolver a humanidade no relacionamento com a divindade.
Pensamos, freqüentemente, no nascimento de Cristo como o clímax de um evento miraculoso. Porém, o milagre maior é ele estar vivo ainda hoje! Afinal de contas, Jesus ainda habita entre nós através do Espírito Santo e de seu corpo, a igreja.

O grande exegeta
    João continua a explicar um pouco mais do que esse milagre realmente significa para nós. Diz que, devido à plenitude de Cristo, porque ele é completa e totalmente divino, temos recebido graça sobre graça. A Lei (que nos permitia ter algum conhecimento sobre Deus) foi dada por intermédio de Moisés, um ser humano; mas a graça e a verdade somente poderiam vir por Jesus - ele, sendo completamente divino, deixou-nos conhecer a Deus.
     Ninguém viu Deus em qualquer tempo. Esta palavra, "viu", significa entender ou experimentar. Ninguém entendeu Deus; mas Jesus explicou e fez  Deus ser conhecido. Isso recorda nosso estudo de três semanas atrás, em Colossenses, no qual Paulo chama Cristo de "a imagem do Deus invisível". O Senhor teve que adentrar em nosso mundo, pois nunca poderíamos adentrar no dele.
      No seminário, ao estudarmos e pesquisarmos para entender melhor esta passagem, investigando os termos gregos e explorando o contexto histórico, dizemos que estamos fazendo uma "exegese2" do trecho. Tal palavra é a mesma que João usa aqui para descrever como Jesus explica Deus. Ninguém o viu, mas Jesus fez uma exegese de Deus para nós. Somente Cristo pode fazer uma exegese perfeita e completa de Deus! Ele não tem que estudar Deus, porque ele é o próprio! Definitivamente, tem as ilustrações de sermão muito mais frescas; e todos falam sobre elas durante 2000 anos!

A pequena criança de Belém  
    O nascimento de Cristo é mais que um nascimento virginal miraculoso; é mais que uma estrela divina, coros e visitações angelicais. Trata-se de uma alteração fundamental da relação entre a Criação e o Criador. É o Emanuel, o Deus conosco, que nos torna possível conhecer Deus. 
MÊS DE DEZEMBRO

COM LICENÇA, SOU O JC!

Olá a todos!
O meu nome é Cristo. Jesus Cristo. JC para os amigos!
Nasci no dia 25 de dezembro. Por isso, a celebração do meu aniversário está próxima. Há dois mil e onze anos, na cidade de Belém, a minha mãe deu-me à luz. Foi um acontecimento tão especial para a humanidade que toda a história ficou dividida em duas partes: antes de mim e depois de mim.

Durante muitos séculos, muita gente esperou e pediu a Deus que eu viesse. O projecto inicial do Altíssimo foi manchado e o que era uma bela história de amor entre o céu e a terra e entre a divindade e a humanidade corrompeu-se. Os homens e as mulheres quiseram viver sem o seu Criador e Senhor. Mas Deus respeitou-os. É que Ele não vos fez como se fosseis robôs ou computadores programados para fazerdes apenas o que Ele quisesse. Deu-vos o dom da liberdade por amor. Quem ama não pode obrigar. A vossa história podia ter sido de outra maneira, mas foi esta a que aconteceu.
Deus não desistiu de vós, apesar do pecado e foi enviando profetas que falaram em seu nome e fez de vós o seu povo querido e fez convosco uma aliança.

A determinada altura, Deus decidiu adoptar outra estratégia e Ele próprio quis vir ter convosco. Chegada a plenitude dos tempos, foi, então, que eu apareci em cena, de uma forma única e radical. Podia ter aparecido de uma forma espectacular. Talvez num avião, num helicóptero, numa nave espacial ou até tipo super-homem. Mas não. Eu, a segunda pessoa da Santíssima Trindade surgi no vosso planeta da forma mais bela e singela: sob a forma de um bebé. Uma criança frágil e indefesa.

Encarnei no seio de uma jovem mulher, chamada Maria. Já deveis ter ouvido falar dela, muitas vezes. Ela foi escolhida e convidada pelo meu Pai para ser a minha mãe humana. Através dela, chegaria o Messias prometido. Ela não compreendeu muito bem como seria aquilo possível, mas, na sua humildade, acreditou naquele desígnio divino e aceitou tão especial projecto de vida.

A minha mãe estava noiva de um carpinteiro chamado José. Ele também teve dificuldade em compreender tudo aquilo que estava a acontecer. A minha mãe estava grávida e ele não era o pai. Aos poucos, foi entendendo o tamanho milagre que ocorria ali. Percebeu a origem sobrenatural da gravidez da minha mãe, pois a minha encarnação era obra do Espírito Santo. Ele tornou-se o meu querido pai adoptivo.

Quando os meus papás humanos já tinham casado e viviam na sua simples casinha de Nazaré, saiu um édito de César Augusto, obrigando todas as pessoas sob domínio do império romano a recensear-se. O meu pai tinha que deslocar-se a Belém e como a minha mãe estava grávida, para não ficar sozinha, acompanhou-o. Mas o seu estado não era muito favorável a viagens e aqueles dias foram muito complicados.

Ao chegarem a Belém, a minha mãe já estava com dores de parto. O meu pai procurou uma hospedaria para ficarem por uns dias e para a minha mãe gerar-me. Mas não havia lugar algum porque a cidade e as redondezas estavam cheias de gente naquela ocasião.
Não dava para esperar mais. Tinha que ser num sítio qualquer. Um pobre homem, vendo o desespero do meu pai e a aflição da minha mãe, disponibilizou tudo quanto tinha: uma grutinha, onde guardava os seus animais.

E foi ali, não num palácio ou numa maternidade, mas num humilde curral, que eu nasci para a minha vida terrena. Naquela noite fria eu nasci e fui colocado entre panos numa manjedoura com palhinhas. Não havia médicos, riqueza ou comodidade. Apenas o muito carinho e alegria dos meus pais e o calor de uma vaca e de um burro. Alguns anjos cantavam e davam glória a Deus. Havia uma magia especial em tudo quanto estava a acontecer.

Pouco tempo depois, os meus pais foram surpreendidos com a visita de vários pastores que tinham recebido a notícia do meu nascimento e muito felizes se prostraram e ofereceram coisas dos seus trabalhos de pastorícia. Posteriormente, chegaram, também, guiados por uma estrela e fugindo de Herodes, três magos do Oriente. Também se curvaram em solene veneração e ofereceram ouro, incenso e mirra. Todos me adoravam, desde as pessoas mais simples do povo até às mais sábias e poderosas.
Tudo aquilo era misterioso e intrigante. A minha mãe escutava tudo quanto se dizia de mim e guardava todas aquelas coisas no seu coração.

Este foi o início dos meus 33 anos de vida no vosso planeta. Vim como caminho, verdade e vida, fazer-vos um convite de salvação e realização em que tudo se resume no mandamento do Amor. Deus é amor e o amor é a chave da autêntica felicidade.
A poucos dias da minha festa de anos, queria dizer-vos que gostava de voltar a nascer na vossa vida e no vosso coração. Nasci criança para que não tenhais medo de mim. Que mal poderia fazer um Deus Menino? Não tenho força para abrir a porta da vossa casa. Volto a bater e se quiserdes, abri-a.

Gostava de festejar o meu aniversário convosco. Ao fim e ao cabo, a razão de ser do Natal sou eu. E há tanta gente que celebra a minha festa sem mim, que sou o aniversariante… Quero desejar-vos também eu, um feliz Natal! Afinal de contas, sabeis bem quem eu sou. Com licença, sou o JC!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ACEITE UM PRESENTE, TORNE-SE PRESENTE!

"Mais um Natal à porta… É assim que costumamos dizer, mas neste ano de 2011 ainda tem de ser com mais força e convicção. Tanto mais quanto não teremos muitas possibilidades de nos distrair do verdadeiro Natal, nós e os outros…
Haverá ainda lugar para presentes e lembranças, mas sobretudo no sentido autêntico destas palavras. Às “lembranças”, havemos de as ter, mas lembrando-nos dos outros, especialmente dos que são menos lembrados, visitados e acompanhados no dia a dia. Os “presentes” seremos nós, que também queremos estar onde for preciso, para que haja Natal a sério. E são tantos os lugares e as situações a requererem a nossa presença.
Natal é “nascimento”, Deus a nascer no mundo, como sabemos que aconteceu em Cristo, o Menino Jesus de há dois mil anos e de sempre. É ele o grande presente de Deus e a sua permanente lembrança de nós.
Os cristãos sabem que é assim e que, realmente, nunca estão sós, pois não há momento das suas vidas em que não possam acolher e sentir essa presença de Deus. – São ainda crianças? Jesus Menino nasce, chora, ri, brinca e cresce com eles! – São adolescentes? Jesus vai com eles ao templo, como foi a Jerusalém aos doze anos, para indicar a “casa do Pai”, do Pai que quis partilhar connosco! - São jovens a escolher um rumo, uma vocação? Jesus ensina-os que a verdadeira realização da vida está em descobrir e cumprir a vontade do Pai, ou seja, o que Deus quer de nós e quer realizar no mundo com a colaboração de cada um! – Sentimo-nos pequenos e fracos perante a imensidão de coisas a fazer, lutas a travar, objectivos a alcançar? – Jesus ensina-nos, juntando cruz a cruz, a sua à nossa, para nos transmitir aquela força que vence a própria morte!
Tudo isto é particularmente importante de acolher neste Natal e nas presentes dificuldades da vida de tantos. - Recebamo-lo então, a Jesus nas nossas vidas, para nos tornaremos em presépios vivos em que Ele nasça e sorria a todos, casa a casa, escola a escola, hospital a hospital, trabalho a trabalho! - Aceite o presente de Deus e torne-se num presente para alguém, para toda gente! Consigo, no presépio do mundo"
+ Manuel Clemente, Bispo do Porto

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

IV DOMINGO DO ADVENTO

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de David e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”
E o anjo retirou-se.
(Lc 1, 26-38)

CRIANÇAS DISTRIBUEM MENSAGEM DE NATAL

Crianças católicas distribuem até 23 de dezembro pelas cidades, vilas e povoações da diocese do Porto centenas de exemplares de uma mensagem do bispo local, intitulada “Aceite um presente, torne-se um presente”. “Os ‘presentes’ seremos nós, que também queremos estar onde for preciso, para que haja Natal a sério”. E são tantos os lugares e as situações a requererem a nossa presença”, escreve D. Manuel Clemente, vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. Depois de sublinhar que o Natal de 2011 tem de ser vivido “com mais força e convicção”, o Prémio Pessoa 2009 recorda que “as lembranças” oferecidas nesta época devem ir especialmente para os “menos lembrados, visitados e acompanhados no dia a dia”. Jesus é “o grande presente de Deus e a sua permanente lembrança” da humanidade, pelo que os cristãos sabem que “nunca estão sós, pois não há momento das suas vidas em que não possam acolher e sentir” a presença divina, refere o bispo do Porto.